A Epistemologia

A-EpistemologiaAssunto (TEMA): A Epistemologia
Referência bibliográfica completa: GRAYLING, Anthony Clifford. A Epistemologia. Londres: Birkbeck College.

Texto da ficha:
O artigo de GRAYLING sobre a epistemologia é um artigo filosófico que circula em torno dos princípios básicos, definições, provas, investigações e validações sobre o que é conhecimento, quais são suas origens e como podemos aproximá-las da verdade absoluta.

O autor começa com uma definição do que é conhecimento com a definição padrão de que o conhecimento é crença verdadeira e justificada. A definição combina crença, o fato de o sujeito acreditar na veracidade da crença e a razão do sujeito em acreditar na crença à luz de algum critério plausível.

Também retratado no artigo, a origem do conhecimento possui duas escolas de pensamento: a do conhecimento racionalista, com critérios de avaliação que giram em torno da razão e ilustrados com contraexemplos; e a empirista, que é a experiência do sujeito por meio dos sentidos, ajudados por instrumentos.

Após a avaliação sobre a origem do conhecimento, o autor comenta sobre perspectivas de avaliação da veracidade das crenças com base nos conceitos de justificação, fundacionismo, coerência, credibilidade, causalidade e busca da verdade.
– A justificação consiste em estabelecer que se o sujeito conhece a proposição, e o sujeito não está enganado, então a sua justificação garante sua verdade.
– O fundacionismo é a argumentação e sustentação de crenças não fundacionais por crenças básicas ou fundacional.
– A coerência é a justificação das crenças se as mesmas são aceitas no conjunto de crenças apresentadas.
– A credibilidade é a teoria de que uma crença é justificada se ela está, em confiança, com crédito, conectada com a verdade.
– A causalidade está ligada a acreditação do sujeito pela proposição, caso a proposição seja verdadeira, senão o mesmo deixa de acreditar.

O artigo também comenta que o defeito de todas as teorias apresentadas é que elas são de ordem de questões de princípio. E que o foco deveria ser em estudar a confiança do sujeito em acreditar que uma crença é justificada.

Tipo de fichamento: Resumo
Biblioteca que se encontra a obra: St Ann’es College, Oxford

Uma empresa sem cantos

imagesUma empresa sem cantos para esconder-se, para proteger-se e para não cair na rotina.

Com o conteúdo absorvido em sala de aula, proponho uma mudança no comportamento dos colaboradores da minha empresa. Uma mudança onde à meta é tirar os cantos da empresa. Ou seja, colocar os colaboradores em primeiro plano, visíveis a todos os outros colaboradores e clientes, com rotinas diferentes das praticadas, horários especiais para “girar” o colaborar na empresa e incentivar a participação do mesmo em todo o processo.

Analisando o comportamento dos colaboradores, percebo que há um enorme buraco separando estas pessoas. E não é um buraco que separa as pessoas fisicamente. É um buraco de responsabilidades e individualismo, onde as pessoas protegem-se nos seus afazeres diários e rotineiros. Não há uma visão holística da empresa e dos seus processos. Não há empatia entre os grupos e departamentos. Não há uma causa maior. Pode-se dizer que é o seu canto confortável.

Mas como tirar os cantos da empresa sem prejudicar as pessoas? Ou pior, sem gerar especulações? Acredito que a melhor solução para retirar os cantos da empresa é composta por três passos.

O primeiro passo é expor os colaboradores na empresa e nos clientes. Tornar visível as responsabilidades, as conquistas e os desafios de cada colaborador. Todos devem conhecer os colaboradores, um por um. Com este passo, os colaboradores vão entender o porquê foram contratados, vão desenvolver empatia pelas pessoas percebendo os desafios e conquistas delas e vão obter a sensação de pertencer a algo maior.

O segundo passo é uma complementação do primeiro e visa aproximar os colaboradores dos clientes em uma relação pessoal. Para implantar este passo, é necessário que os colaboradores visitem os clientes de tempos em tempos com intensidade maior para os novos colaboradores. Com este passo, os colaboradores vão desenvolver empatia pelos clientes e oferecer melhores serviços aos mesmos. Este passo também desenvolve a relação interpessoal dos colaboradores.

O terceiro passo consiste na cultura de experimentar. Experimentar cargos, departamentos, novos produtos, novos serviços, novas estratégias e novos recursos que possam ser explorados para solucionar problemas. Com este passo, é possível explorar a criatividade dos colaboradores na busca de soluções vindas de quem percebe as necessidades. Consequentemente, o departamento de pesquisa e desenvolvimento não se limita a uma sala ou grupo de pessoas. Todos exploram. Todos inovam. Todos criam algo. A relação é diferente.

Os três passos foram descritos de forma aberta e podem ser entendidas de diferentes formas, mas sempre implantadas com o mesmo propósito e expectativa de resultado. O que muda é o ambiente e a cultura da empresa no momento em que se aplicam os passos. Essas mudanças vão definir a divisão dos passos em várias tarefas e que devem ser testadas e acompanhadas por pessoas capacitadas.

Estudo da aplicabilidade da tecnologia de computação em nuvem voltada para a informatização de consultórios médicos

Olá.

Meses de estudo e dedicação, minha e do meu amigo Valter Menegaro, conseguimos concluir o nosso estudo sobre computação em nuvem.

O material aborda um breve histórico da informática, o conceito da computação em nuvem, o seu antecessor, os tipos de nuvem, as camadas da computação em nuvem, os sistemas atuais, e um estudo de caso de um sistema médico, chamado de NinSaúde.

O que considero mais interessante no nosso trabalho é que qualquer pessoa pode ler e entender. Bom, também, para quem trabalha com finanças e querem entender os benefícios de trocar CAPEX por OPEX nas suas infraestruturas de TI.

Espero que vocês gostem do nosso trabalho, e caso tenham dúvidas. Comenta ai!

Até a próxima

Cloud Computing: A nuvem pública

Segundo Chirigati (2009) e Taurion (2009, p. 46), as nuvens públicas são ofertadas por um provedor externo (terceiro). Neste provedor há varias aplicações de usuários, que no sistema de armazenamento, são misturadas. Porém, se a implementação de nuvem pública considerar questões fundamentais, como desempenho e segurança, a existência de outras aplicações na mesma nuvem é transparente para o provedor e para os usuários.

De acordo com Chirigati (2009) e Taurion (2009, p. 44), um dos benefícios das nuvens públicas é que elas podem ser muito maiores em recursos computacionais, visto que existe maior escalabilidade dos recursos. Com esta capacidade é possível, por exemplo, utilizar mais recursos computacionais em empresas de comércio eletrônico nos períodos de pico de venda. Recursos computacionais, que no modelo tradicional, ficam ociosos parte do tempo.

Um estudo sobre adoção de Computação em Nuvens realizado pela empresa Harris Interactive com mais de 200 líderes de TI de grandes organizações empresariais, aponta que […] 87% dos pesquisados considera que a adoção da computação em nuvem pública ocorrerá em paralelo, em invés de substituir os data centers proprietários das empresas, e 92% indicam um aumento no uso da nuvem pública à medida que as plataformas de TI atuais forem substituídas (LOBO, 2010).

Na utilização de nuvens públicas há uma redução significativa nos custos financeiros devido ao intenso compartilhamento de recursos, economias de escala, e simplificação dos processos operacionais. Além de eliminar a exploração de termos tradicionais de licenças de uso, através do uso de softwares Open Source (TAURION, 2009, p. 52).

O quadro a baixo apresenta as vantagens e desafios para uma nuvem pública.

Vantagens Desafios
Maior compartilhamento de recursos Segurança
Custos mais baixos com infraestrutura e licenciamento de software Nível menor de flexibilidade
Maior escalabilidade de recursos Nível menor de customização
Alta disponibilidade Alto custo de conectividade e baixa qualidade

Ao referir-se a segurança, Oliveira e Soares (2011) afirmam que “Pesquisa recente da Frost & Sullivan com 50 CIO brasileiros concluiu que para 70% desses executivos a segurança é o maior inibidor da adoção de arquiteturas na nuvem”.

Eduardo Abreu da IBM Brasil afirma que: “A organização deixa de adotar o modelo por receio. Mas, normalmente, essas empresas têm práticas de proteção inferiores em comparação com os fornecedores de nuvem” (OLIVEIRA; SOARES, 2011).

A ilustração a baixo apresenta a arquitetura de nuvem pública compartilhada entre cinco companhias.

 

A forma de cobrança dos serviços na nuvem pública também é diferente. Semelhante ao modelo SaaS que é visto no final deste capítulo, o risco financeiro é mensal (usa e paga) e os clientes poderão acompanhar mais de perto como o dinheiro está sendo gasto. Do ponto de vista do CFO (Chief Financial Officer) a Computação em Nuvem é um ótimo modelo, visto que troca-se de CAPEX (capital expenses) por OPEX (operating expenses). Além de não mais haver depreciação do ativo (TAURION, 2009, p. 35).

Conforme CPCON (2009) a depreciação, desvalorização do valor dos bens, da infraestrutura de TI possui uma taxa de 20% a.a. Esta depreciação ocorre devido à ação da natureza ou então pelo uso no processo produtivo.

A Amazon lançou seus primeiros serviços, os S3 e EC2, em 2006. A ideia é que os usuários possam operar seu negócio sem ter necessidade de investir em infraestrutura, como servidores e storage. E a plataforma computacional oferecida é a própria plataforma que roda os aplicativos da Amazon, uma infraestrutura de tecnologia que inclui dezenas de milhares de servidores e que levou anos para ser construída e ajustada (TAURION, 2009, p. 145).

“Alguns estudos têm mostrado que empresas de pequeno a médio porte gastam 70% do seu tempo gerenciando os recursos de TI (algo que não gera valor agregado ao negócio) e apenas 30% em atividades focadas no seu próprio negócio” (TAURION, 2009, p. 6).

A Amazon e o Google entraram no mercado de nuvem pública ofertando recursos computacionais – processamento, memória, storage, e tráfego de rede – na camada IaaS (Infrastructure as a Service). Já a SalesForce.com foi uma das primeiras empresas no mundo a ofertar SaaS (Software as a Service) em sua infraestrutura própria (LIMA, 2011).

Referências:

CHIRIGATI, Fernando. Computação em nuvem. 2009. Disponível em: <http://www.gta.ufrj.br/ensino/eel879/trabalhos_vf_2009_2/seabra/index.html&gt;. Acesso em: 27 abr. 2011.

CPCON. A depreciação na gestão patrimonial. 2009. Disponível em: <http://www.cpcon.eng.br/gestao-patrimonial/gestao-e-financas/depreciacao-gestao-patrimonial/&gt;. Acesso em: 11 jun. 2011.

IYER, Sreekanth. Cloud Deployment and Delivery Models. 2010. Disponível em: < https://www.ibm.com/developerworks/mydeveloperworks/blogs/c2028fdc-41fe-4493-8257-33a59069fa04/entry/september_19_2010_1_45_pm7?lang=en&gt;. Acesso em: 11 ago. 2011.

LIMA, Gustavo. DataCenter, Virtualização e Cloud Computing: Evolução – Parte III. 2010. Disponível em: <http://blog.corujadeti.com.br/datacenter-virtualizacao-e-cloud-computing-evolucao-%E2%80%93-parte-iii/&gt;. Acesso em: 11 ago. 2011.

LOBO, Ana. Nuvem privada dispara na preferência dos gestores de TI. 2010. Disponível em: <http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?from_info_index=31&infoid=23939&sid=97&gt;. Acesso em: 30 abr. 2011.

OLIVEIRA, Déborah; SOARES, Edileuza. Opção pela nuvem pública ou privada não envolve necessariamente segurança. 2011. Disponível em: <http://cio.uol.com.br/gestao/2011/06/03/opcao-pela-nuvem-publica-ou-privada-nao-envolve-necessariamente-seguranca/&gt;. Acesso em: 08 jun. 2011.

TAURION, Cezar. Cloud computing: computação em nuvem: transformando o mundo da tecnologia da informação. Rio de Janeiro: Brasport, 2009.

Pay as you go

Conforme Parizotto (2010, p. 36) este tipo de cobrança denomina que a empresa vai pagar somente o que contratar e pelo tempo utilizado ou recursos contratados. É muito caro manter uma infraestrutura necessária para rodar diversos sistemas, por exemplo, servidores web, banco de dados, em especial para organização de pequeno e médio porte. Torna-se um problema, quando as empresas dispõem do capital e recursos necessários para fazer investimentos, porém, estas não utilizam toda sua capacidade, e alocam seus recursos para áreas desnecessárias.

Parizotto (2010, p. 37) considera ainda que a computação em nuvem permite às organizações pagarem por hora o uso de recursos de computação, o que leva a redução de custos.

O apelo econômico da Computação em Nuvem, de converter despesas de capital (CAPEX) em despesas operacionais (OPEX), é bem forte, e o modelo de pagar por uso, ou “pay as you go”, captura muito adequadamente o benefício econômico da proposta. As horas de computação adquiridas de uma nuvem podem ser distribuídas de forma não uniforme, ou seja, podemos usar 80 horas de servidor hoje e apenas 5 amanhã, e pagaremos apenas 85 horas. Adicionalmente, pelo fato de não ser necessário provisionar antecipadamente capex, podemos deslocar este capital para algum investimento diretamente relacionado com o próprio negócio da empresa. Os modelos contratuais são diversos, mas geralmente contratam-se horas de processador, espaço em disco e volume de dados trafegados entre os servidores e os discos (FREIRE, 2010, p. 44)

Segundo Taurion (2009, p. 35), no modelo tradicional o cliente compra uma licença de uso, paga um valor fixo e é forçado a pagar por diversas atualizações sempre que necessário, e muitas vezes ainda paga pelo suporte ou deslocamento de um técnico especializado para fazer o software funcionar ou resolver problemas que em muitos casos não são lógicos e sim físicos. Em computação em nuvem no modelo de software como serviço, pode-se comparar com a analogia de uma conta de energia elétrica. Paga-se uma taxa mensal pelo que foi utilizado e os programas são acessados pela Internet, sem nenhum trabalho extra e de fácil suporte sem deslocamento e custos extras.

Referências:

FREIRE, Flávia. Cezar Taurion ameniza as tempestades de questionamentos sobre cloud computing. TI Digital, Rio de Janeiro, RJ: Arteccom. n. 12, p. 40-47, fev. 2010. Disponível em: <www.arteccom.com.br/revistatidigital/downloads/12/link_12_4047.pdf >. Acesso em 14 jun. 2011.

PARIZOTTO, Rogério Torres. Cloud computing: aplicações de saas e paas em uma rede de supermercados de varejo. 2010. 83 f. (Monografia) Faculdade de Tecnologia Zona Leste. São Paulo: 2010. Disponível em: <http://fateczl.edu.br/TCC/2010-2/TCC-011.pdf&gt;. Acesso em: 15 jun. 2011.

TAURION, Cezar. Cloud computing: computação em nuvem: transformando o mundo da tecnologia da informação. Rio de Janeiro: Brasport, 2009.